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Mudanças propostas para o visto de estudante

Publicado por Marina Abreu Silva

Em 16 de junho de 2015, o governo australiano publicou o relatório Future directions for streamlined visa processing” e anunciou a introdução de uma estrutura simplificada para o visto de estudante (SSVF).

Sujeito à mudanças, o SSVF deve ser implementado à partir de julho e 2016.

Principais mudanças:

  • redução do número de subclasses para visto de estudante, de 8 para 2.
  • introdução de uma estrutura única para cálculo de risco de imigração

Como funciona o cálculo de risco atualmente?

A comprovação financeira para o visto, o nível de inglês e o número de evidências solicitadas para a aplicação do visto dependem de qual level você se encaixa.

O cálculo é feito de acordo com o país do passaporte e a subclasse do visto.

Hoje a escala de risco é de 1-3. Sendo 3 o maior risco.

Exemplos: (AL = assessment level)

Passaporte brasileiro e visto 570 (ELICOS) : AL 2

Passaporte brasileiro e visto 571 (Schools) : AL 1

Passaporte brasileiro e visto 572 (VET) : AL 2

Passaporte brasileiro e visto 573 (Higher Education) : AL 1

Passaporte brasileiro e visto 574 (Postgraduate Research) : AL 1

Passaporte brasileiro e visto 575 (Non Award) : AL 1

Passaporte brasileiro e visto 576 (Foreign Affairs or Defence) : AL 2

Como funciona a comprovação para o visto hoje:

currentASL

Como será o cálculo se as mudanças forem aprovadas?

A proposta é ter somente o visto 485 (temporary graduate), sem mudanças, e um único visto de estudante para todas as outras atuais subclasses.

O cálculo de risco será baseado no país do passaporte e na instituição de ensino escolhida.

As instituições de ensinos passarão a receber um fator de risco de acordo com uma análise anual. Assim elas serão obrigadas a oferecer um nível de ensino melhor e passarão a ter mais responsabilidades com os estudantes.

Exemplo:

ASL

O quadro azul representa as combinações em que não será necessária a comprovação financeira ou nível de inglês na solicitação do visto.

Então vamos supor que o Brasil receba o risco 2, você pode escolher uma instituição com risco 1 ou 2 e as evidências solicitadas para a aplicação do visto serão menores do que as solicitadas hoje.

Obs: A imigração ainda pode solicitar documentos extras e comprovações no processo de análise do visto, caso achem necessário.

O ponto desse post é explicar como se calcula as chances do visto ser negado.
O Brasil é um país de risco para a imigração australiana e isso quer dizer que a possibilidade de alguém dizer que está vindo estudar 6 meses mas na verdade ter a intenção de morar aqui permanentemente, é grande.
Então estão querendo melhorar a qualidade de ensino e barrar as escolas que abrem só para dar visto de estudante. Agora as escolas também vão ter um nível de risco, se você se matricular em uma escola com risco alto, as chances do seu visto ser negado também é alta.

Mas caso você escolha uma escola com risco baixo (de acordo com o governo) o visto tende a sair mais rápido e com menos burocracia.

Quando a SSVF for colocada em prática eu vou postar aqui no Tagarela a versão final, caso ocorram mudanças na estrutura. Fiquem de olho! 

Sobre o autor

Marina Abreu Silva

Marina (Nina) mora em Sydney desde 2010. É barista, baterista, developer, blogger e agente educacional. Trabalha com intercâmbios e criou o site Tagarela pra ajudar outros brasileiros que tem a intenção de visitar, morar ou migrar para Australia.

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