Depoimentos

Carla Nery conta sua experiência

Publicado por Marina Abreu Silva

Dessa vez o depoimento é da querida Carla Nery.
A carlinha contribuiu bastante para a área de receitas do Tagarela. Ela estuda Patisserie e tem um blog onde ela coloca receitas deliciosas.

Carla Nery – Melbourne

Carla Nery

Carla Nery – Melbourne

Dessa vez o depoimento é da querida Carla Nery.
A carlinha contribuiu bastante para a área de receitas do Tagarela. Ela estuda Patisserie e tem um blog onde ela coloca receitas deliciosas. Vale a pena conferir AQUI.

“Meu nome é Carla Nery, sou nordestina,baiana,soteropolitana. Vivendo em Melbourne, sentindo-se quase Australiana(rs).

Quando essa ideia doida de ir para o outro lado do mundo onde a única coisas que eu sabia era que existia um animal estranho chamado Canguru começou?
Bom, sempre fui muito interessada em idiomas( menos em inglês), então todos os sites que eu pudesse aprender algum idioma eu tinha uma conta. Dai um belo dia conheci um australiano muito simpático no qual caí de amores mas estava muito longe-não por muito tempo. Esse mesmo australiano foi para o Brasil estudar português, qual estado? Bahia. Qual cidade? Salvador. OH MY GOD!
Só foi o tempo de voltar da minha viagem e nos encontrarmos e pronto, começamos nosso relacionamento. Como no começo tudo são flores, não continuou assim quando o visto dele no Brasil acabou e ele teve que voltar, dai a pergunta: como vai ser agora?
Conversamos e decidimos que quando eu acabasse a universidade – 6 meses depois- eu viajaria como turista para conhecer a vida dele nesse lugar tão,tão,tão distante. E assim foi!

1° Visto – Turista:

Decisão tomada, passaria 3 meses como turista. Próximo passo seria preparar as papeladas. Fomos no site do governo australiano na mesma semana e aplicamos para o visto, dois dias depois já tinha o visto nas mãos, depois o seguro saúde e dai começamos a pesquisar passagens.
Como eu tinha que voltar para o Brasil em Março para minha graduação, ficou resolvido que viajaria dias antes do natal porque a passagem também ficava mais em conta. Passagem programada, tudo estava certo.
NÃO, tudo não estava certo. Eu odiava inglês e as únicas palavras que eu sabia eram: Hi, Help e Bye.
Mas mesmo sem o inglês e ficando perdida no aeroporto da Nova Zelândia eu cheguei.
Que lugar lindo, totalmente diferente do que eu estava acostumada no Brasil, o transporte, a cultura, as pessoas, os restaurantes, a arquitetura, tudo me apaixonou.
Mas ainda tinha uma coisa pela frente…share House com australianos só me dava mais medo, pelo único fato de querer comunicar e não saber como quando estava sem o namorado ao lado, então vamos sorrir toda vez que alguém falar, porque eu não entendia mesmo, pelo menos tentava ser simpática.
Até eu ter coragem de sair de casa sozinha tive que fazer 2 semanas de inglês porque não queria ficar totalmente dependente de alguém para traduzir tudo.
Tudo lindo durante os 3 meses que passei em Melbourne, fiz trabalho voluntário em um restaurante (not for profit) como ajudante de cozinha e foi uma experiência incrível, mais ai depois desse tempo voltei para o Brasil e aí o choque de realidade veio, poise eu já não sentia que pertencia a aquele lugar que fiquei longe por 3 meses, o mesmo lugar que estava minha família e amigos, mas fui levando até ter condições de aplicar e esperar o visto sair para por fim voltar pela segunda vez para a Austrália.

2° Visto – Estudante:

Dinheiro na conta, documentos em dia, tipo de visto definido, já tinhamos decidido que eu contrataria os serviços de uma agência só para arrumar meus documentos e enviar para a embaixada de Brasilia e então assim foi.
O que eu não contava era que passaria um mês, dois meses e só depois de três meses meu visto finalmente saiu, isso dois dias antes da minha viagem e com um “lindo” NO FURTHER STAY. Isso mesmo, depois dos 6 meses de visto estudando inglês eu teria que: ou voltar para o Brasil ou me mandar para a Nova Zelândia, e isso ficou na minha cabeça durante todos os 6 meses, porque vou dizer, meu ingles continuava uma porcaria e isso dificultava muito em pegar emprego, e eu fique frustrada porque formada na area de hospitality tendo tanto trabalho na Austrália nessa área e eu não poder atuar por conta da falta do inglês e da falta de experiência na área.
Enfim, os 6 meses se passaram e meu inglês ficou muito melhor.

3° Visto – Estudante

Procuramos uma agencia de imigração para saber o que iamos fazer com minha situação de que tinha que sair e não poderia aplicar para nenhum visto estando dentro da Austrália, e então ele aconcelhou que eu fosse para a Nova Zelândia que seria mais barato e que seria mais rápido para processar meu visto também, e assim eu fiz. Fui para a Nova Zelândia e em 1 mês eu já tinha meu visto e quando voltasse eu faria mais 1 mês e meio de inglês e depois começaria meu curso de Pastry Chef que é o que eu gosto de fazer e também me ajudaria ter mais chances de trabalhar na minha área.
Durante os primeiros meses assim foi, estudando meu Diploma de Hospitality- Pastry Chef, atualmente já aplique para o meu 4° visto que será o de partner no qual tenho que esperar por dois anos até que saía, enquanto isso trabalho para duas agências como casual job.
Toda essa experiência desde quando cheguei aqui tem sido muito boa e válida, pode ser que eu não consiga conquistar meus objetivos um dia, mas a caminhada e o aprendizado até aqui tem valido muito a pena e eu sou muito feliz aqui na terra do canguru onde as 11:59am chove com trovão e as 12:00pm já faz o sol de 40°C, rs – isso é verdade.

A dica para quem vem é que pesquise tudo muito bem, e que principalmente venha com a cabeça aberta, porque moleza aqui não tem vez.”

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Sobre o autor

Marina Abreu Silva

Marina (Nina) mora em Sydney desde 2010. É barista, baterista, developer, blogger e agente educacional. Trabalha com intercâmbios e criou o site Tagarela pra ajudar outros brasileiros que tem a intenção de visitar, morar ou migrar para Australia.

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