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Alimentação saudável no intercâmbio

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Publicado por Ligia Ruy

Fuja da armadilha de comer fast-foods e passe pelo intercâmbio sem comprometer sua saúde e o peso na balança

Depois do visto aprovado, pés colocados na Austrália e pontos turísticos devidamente riscados da lista, a vida do intercambista começa de verdade. Essa experiência maluca e completamente encantadora. Logo de cara, diversas são as preocupações: estudos, trabalho, dividir casa, fazer sua própria comida. Opa! Fazer a própria comida?

A alimentação no intercâmbio é comumente negligenciada até o momento em que você se percebe olhando para o fogão e para o pacote de macarrão, e imaginando como fazer para a mágica acontecer e de lá sair uma refeição. Automaticamente, os fast-foods se tornam nossos melhores amigos, pois combinam barriga cheia com preços acessíveis.

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Bruno Figueiredo na terra dos cangurus

Bruno Figueiredo, intercambista que foi para Brisbane para estudar inglês, conta que uma das maiores dificuldades é a adaptação de ter que cozinhar sua própria comida e, por muitas vezes, não ter habilidade para isso. “No Brasil estava acostumado com a comidinha caseira feita pela minha mãe e aqui tive que incluir na minha rotina – que já é bem corrida – um espaço para fazer compras e preparar minha própria comida. Acaba ficando meio repetitivo, pois não sei cozinhar muitas variedades. Por isso caio na tentação de comer no McDonalds ou Hungry Jacks (nome local da rede Burger King)”, afirma ele.

Porém, como todos sabemos, nossa alimentação impacta diretamente a nossa saúde e bem estar. E um intercambista jamais quer ficar doente ou fraco, afinal, é uma fase intensa e que deve ser bem aproveitada!

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Rafael Rioja Arantes com a mão na massa

Rafael Rioja Arantes, estudante do último ano do curso de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB) e estagiário da rede Ideias na Mesa – que trabalha com Educação Alimentar e Nutricional – morou por um ano e meio em Brisbane em um intercâmbio feito pelo Ciências sem Fronteiras, entre 2013 e 2015. Ele nos conta que pode observar muitos costumes que são facilmente solucionados com um pouco de conhecimento e organização e nos deu algumas dicas de como colocar isso em prática.

 

 

 

 

 

Primeira etapa

Para economizar e ainda comer de forma saudável, a dica mais valiosa é cozinhar em casa. Comer em restaurante pode ser uma armadilha já que não sabemos os ingredientes que fazem parte do prato e até saladas podem se tornar muito calóricas e pobre em vitaminas e minerais. Para garantir que a missão não será falha, a ideia é se programar e organizar o menu da semana antecipadamente.

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Paola de Oliveira num momento de lazer, em Sydney

Paola de Oliveira veio para um intercâmbio em Sydney e logo se adaptou à nova rotina. “A primeira vez que fiz intercâmbio, nos Estados Unidos, engordei muito, então dessa vez quis me cuidar melhor. Faço um planejamento do que comer na semana e cozinho para uma média de três dias. No fim das contas, cozinho no máximo duas vezes por semana e como alimentos saudáveis”, conta. Ela também diz que praticar exercícios físicos regularmente a ajuda a manter a motivação para comer alimentos nutricionalmente mais ricos.  Para não sair do orçamento de estudante, ela opta por frutas, verduras e legumes da estação, que geralmente são mais baratos.

O que colocar no carrinho de compras

“Uma alimentação saudável passa pelo consumo variado e equilibrado dos diferentes grupos alimentares (cereais, leites e derivados, carnes, frutas e verduras)”, afirma Rafael Rioja. Segundo ele, os intercambistas devem fazer escolhas inteligentes e dar preferência aos alimentos naturais como frutas e hortaliças frescas ao invés de alimentos industrializados, como enlatados, alimentos com conservantes químicos e com adição de açúcar. “Outro tipo de alimento que deve ser priorizado na hora das compras são os cereais integrais, como pães, arroz e aveia, além de outros alimentos ricos em fibras e nutrientes, como os diferentes tipos de batata, inhame e mandioca”, diz.

O Guia Alimentar para população brasileira é uma ótima fonte de informação na hora de escolher o que vai para o prato. Uma refeição simples pode ser também rica em nutrientes que são combustíveis para o corpo.

Mas mesmo assim dá para economizar?

Dividir as compras com outros moradores da casa é uma forma de diminuir os custos de alimentação. “Isso barateia demais as contas, pois comprar comida para apenas uma pessoa além de sair mais caro acaba gerando desperdício por causa do tamanho das porções vendidas”, diz Rafael. Planejar o menu semanal também evita desperdícios e tomar decisões de última hora, o que sempre pode gerar gastos a mais. Além disso, cada região tem um dia em que os mercados estão cheio de promoções.

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Ligia Ruy

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