Depoimentos

Chrystoffer Akira Conta Sua Experiência

Publicado por Marina Abreu Silva

Minha Experiência em Sydney – Austrália

Chrystoffer Akira Ykemoto

Chrystoffer Akira Ykemoto

O motivo de ter ido para a Austrália foi porque é um país bem longe do Brasil, e achei que não teria tantos brasileiros como nos USA ou Canadá.
E de de fato, não encontrei muitos brasileiros em Sydney.
Minha preparação foi de última hora, meio bagunçada, mas no final deu tudo certo. Paguei a agência no começo de Julho de 2013, e já estaria viajando no final de Julho 2013, ou seja, tive menos de um mês para preparar TUDO, passagens, visto, seguro de saúde, acomodação.
Por sorte de ser Japonês, peguei o Working Holiday Visa, que é impossível para quem tem passaporte brasileiro. Esse visto permite que você trabalhe quantas horas que você quiser, porém so pode ficar com mesmo empregador no máximo 6 meses. E podendo estudar no máximo 4 meses em uma escola. E saiu em menos de 48 horas.
Minha amiga do Brasil estava em Sydney 6 meses antes de eu partir, perguntei como era o clima e o custo de vida, se realmente era caro. Por meu vacilo, só perguntei essas duas coisas. Deveria ter perguntado de TUDO, é importante saber de tudo, ou se não, o máximo que puder para não chegar muito perdido na cidade.
Primeiro dia que eu cheguei fiquei tranquilo em homestay, bati papos com a hostmother e 2 estudantes internacionais que estavam morando na época. E segundo dia, já fui para Circular Quay, ver Opera House e Harbour Bridge, caindo a ficha de que eu estaria na Austrália.
Do meu homestay até Circular Quay, tinha que pegar um ônibus, e não sabia do ticket, muito menos Opal Card. Então fui com cash, como todo turista so nota grande, que na hora era AU$100. E ao dar essa nota a motorista de ônibus, era ficou muito brava “Não se paga com AU$100”…e pensei “Por que eu tenho que levar bronca dela? E logo no primeiro dia”. Por minha sorte, tinha uma pessoa no ônibus que se ofereceu a trocar nota de AU$100.
No primeiro dia de escola, cheguei todo perdido, não muito confiante no meu inglês. Entrei no Intermediate, tinha na cabeça de que queria fazer English for Business, os 3 módulos disponíveis, mas para isso precisava de pelo menos Upper-Intermediate, então estudei, e em duas semanas passei para Upper e fiquei duas semanas, e depois consegui ir para English for Business, passando-se um mês de Austrália.
Foi com um mês que eu consegui um emprego, num restaurante japonês, em Pyrmont, havia programado que primeiro mês não iria conseguir emprego. Então comecei a procurar na terceira semana. E foi a minha primeira entrevista e por sorte passei.
Fiz a entrevista no dia que eu iria me mudar do homestay para shareroom, na city. Tanto que estava com a mala grande quando fui fazer a entrevista, os garçons ainda lembram desse dia hahaha. No começo era desastre TOTAL no restaurante, acho que as garçonetes não gostavam de mim no começo, só o meu chefe acreditou em mim, falando para ela “Ele vai melhorar, dê um tempo a ele.”, Se não fosse por ele, estaria sem emprego hahaha
Achar shareroom foi relativamente fácil, visitei uns 4, ou 5…mas logo no segundo inspection (quando você visita o apartamento/casa, para ver se gosta), já tinha gostado de um que acabei optando por esse, morando com 3 japonesas, uma coreana, um italiano, um taiwanês, e um tcheco.
E o engraçado que no primeiro inspection, esperei uns 40 min até o dono aparecer, nesse tempo, uma polonesa estava também a espera de um dono do apartamento, ela me perguntou se era uma pessoa chamada “x”, mas o dono que eu havia marcado era diferente. Mas ai ficamos conversando, e trocamos telefone e facebook, e ela me elogiou meu nível de inglês que fiquei contente.
Na escola conheci pessoas da França, Itália, Rep Tcheca, Turquia, Espanha, Colombia, Tailândia, Japão, Coréia do Sul, Taiwan, pessoas muito gente boas. E no curso de English for Business aprendi bastante, principalmente como apresentar em inglês, tinha apresentação semanal, um desafio e tanto para quem é um pouco tímido e ainda em inglês. Mas acho que me ajudou muito para eu me sentir mais confiante para falar em inglês com as pessoas.
Organizamos um bazar beneficente durante um dos módulos de English for Business para arrecadar dinheiro para doar para uma ONG. Conseguimos ter o maior lucro até então. E depois fomos pessoalmente para dar esse dinheiro para a ONG.
Um dia, uma agência de casting foi para a escola que eu estudava, Greenwich English College, para recrutar figurantes para o filme que a Angelina Jolie é diretora. Estavam procurando orientais co perfil de soldado, e eu como tenho rosto de japonês, me candidatei. Tiramos fotos no estúdio para a Fox Studio analisarem, e um belo dia recebi a ligação no meio da aula, falando que eu estava aprovado. A princípio so um dia de gravação, porem podendo gravar mais dias.
Fomos um dia a Fox Studio para tirar as medidas para eles ajustarem o uniforme, o filme era sobre a Segunda Guerra Mundial, então as roupas eram tudo daquela época, e nessa gravação faria o papel de um pedestre, em “Tokyo”. E na hora do almoço da gravação já vi a Angelina Jolie, e ela sentou numa mesa qualquer com uns diretores, eu e um amigo japonês da escola decidimos sentar do lado deles na maior cara de pau, então almoçamos com eles. No final da gravação, os staff perguntaram se eu podia gravar mais 9 dias, como papel de soldado japonês, tendo que raspar a cabeça, e eu empolgado, respondi “LÓGICO”. Porém tinha que tirar “mini-ferias” do trabalho, falei com o meu chefe, e ele meio que aceitou, só que ele falou “Acho que as gravações não devem acabar muito tarde, vou te colocar para entrar no ultimo horário”, Eu avisei “Chefe, nunca sabemos a hora que acaba a gravação”, afirmei isso porque já tinha experiência como figurante no Brasil.
E logo no primeiro dia de gravação, como soldado japonês, a gravação durou ate 20:00, ou seja, não podendo ir para o trabalho. E como é uma gravação para filme de Hollywood, não podia entrar com celular para o set de filmagem, após a gravação, tinha APENAS 20 ligações do meu chefe, pensei comigo “Vou perder meu emprego” hahaha Só que eu expliquei direitinho e ele entendeu, e me deu “mini-ferias” de 10 dias, suficiente para focar so na gravação.
Foi assim até acabar as gravações, gravando das 6 am ate 8 pm durante 9 dias, foi bem puxado, mas uma experiência que vou levar para o resto da minha vida.
Acabando as gravações, acabariam o período de estudos também, foquei apenas no meu emprego como Garçom, tentei procurar uns estágios na minha área, mas não deu. Fiz um curso de barista, mas vi que não era comigo hahaha.
Final da gravação era na segunda semana de Dezembro, ou seja, verãozão, tinha conhecido um australiano e dois suecos, e era Ivy TODA QUINTA, e foi um período que meu inglês desenvolveu bastante, praticava todo dia na gravação com outros figurantes, e com esses meus amigos, um nativo e outros quase nativos (suecos falam inglês fluente). Era a época que mais me diverti na Austrália.
Final de verão, muitos amigos meus da escola, já tinham ido embora para seus respectivos países. Mas um amigo meu do Brasil veio no final de Janeiro e ele ficou em homestay por 1 mês e depois decidimos dividir o quarto. Ele me ajudou a relembrar o português que estava enferrujado pois não andava com brasileiros.
Eu tinha que preparar pra onde eu iria viajar no final do meu intercâmbio, havia decidido que viajaria por 1 mês.
Decidi fazer 3 viagens, uma semana em Uluru, Alice Springs. 2 semanas toda costa Leste, Byron Bay até Cairns. E no final 5 dias em Melbourne. As viagens prefiro que vocês vêm fotos minhas. Podem me adicionar no fb : Chrystoffer Akira Ykemoto
Voltei para o Brasil para terminar a minha graduação, que falta um ano. Depois gostaria de voltar a Austrália, e já estou planejando para isso.

Final ficou BEM resumido, mas o importante é o começo, adaptação. Qualquer dúvida, ou se quiserem ouvir mais histórias, podem mandar email ([email protected]) ou adicionar no fb (Chrystoffer Akira Ykemoto).

Sobre o autor

Marina Abreu Silva

Marina (Nina) mora em Sydney desde 2010. É barista, baterista, developer, blogger e agente educacional. Trabalha com intercâmbios e criou o site Tagarela pra ajudar outros brasileiros que tem a intenção de visitar, morar ou migrar para Australia.

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